Entrevista: Adelaide Martins | Fotografia: Salomé Reis e João Duarte

The Parkinsons celebram o lançamento do “A Long Way To Nowhere” (em vinyl), hoje e amanhã, no Sabotage Club, em Lisboa. Estivemos à conversa com Victor Torpedo, o génio da guitarra, para saber pormenores.

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Adelaide Martins (AM) – Esta dose dupla de Parkinsons – hoje e amanhã, em Lisboa – vai ser especial e importante para vocês. O que é que significa o lançamento deste “A Long Way To Nowhere” em vinyl?
Victor Torpedo (VT) – A importância é mesmo essa, é ser em vinyl. Eu ficava mais excitado se fosse um álbum novo dos Parkinsons mas, de certa forma, estou contente porque vai sair um formato que é próprio para – e principalmente – para este álbum, que fizemos há anos. Foi masterizado e re-misturado, por isso tem uma roupagem diferente e sai na altura certa, por causa do filme… Este disco é a verdadeira banda sonora dos primeiros anos dos Parkinsons.

AM – Quais são as expectativas para estes dois concertos e para o público?
VT –
 Vão ser dois concertos típicos, à Parkinsons! Por aí, não vai haver diferença. A diferença é que vamos estar ainda mais excitados por tocar músicas que não tocávamos há muitos anos. De certa forma, sentes uma energia diferente porque não estás a tocar um set que tocas normalmente, porque vamos tocar na integra o nosso primeiro disco. Já tivemos essa experiência recentemente, em Londres, e foi espectacular! Acho que há uma música ou duas que só tocámos mesmo nos primórdios da banda e já nos tínhamos esquecido da energia que essas músicas nos dão. E, nesse aspecto, foi fantástico!

Concerto The Parkinson em Londres, 2016

AM – Qual foi o critério para a escolha para a sala, porquê o Sabotage?
VT – Honestamente, calhou. Porque na altura em que marcámos estes concertos não estávamos a imaginar que ia surgir esta maluqueira toda de lançar o álbum. E calhou na altura certa! A ideia de tocar no Sabotage vem de há quase um ano e já com a ideia de fazer duas datas porque, normalmente, fica sempre muita gente na rua. E é a única sala – a não ser em salas maiores, como a Caixa Operária – em que vejo os Parkinsons a tocar em Lisboa. Eu já toquei em várias salas como o MusicBox e a Galeria Zé dos Bois e não há a mesma energia nem o mesmo feeling. E, normalmente, há uma coisa que eu detesto nessas salas, que é: o concerto acaba e muda completamente de roupagem, e no Sabotage trata-se mesmo disso, é mais do que um concerto, é uma noite de “clube”.

AM – E em relação às bandas de abertura – Clementine e The Amazing Flying Pony –, como foram feitas as escolhas e o que esperam dos seus concertos?
VT – Vai ser óptimo! São duas bandas com um som que se adequa mesmo às duas noites. São duas bandas free em termos de estilo. E é isso que os Parkinsons procuram numa banda – e são duas boas bandas! A escolha da banda passa sempre por ser alguém de quem gostamos e que achamos que vai trazer algo de mais à noite, senão não acontecia. E tanto as Clementine como os The Amazing Flying Pony se adequam ao espírito destas duas noites porque é uma “cena” free, não têm um som quadrado e é liberto, vai um bocadinho a todo o lado. Nunca iríamos buscar uma banda punk com um som quadrado simplesmente para dizer palavras de ordem. Assim, a coisa é mais interessante e é muito mais colorida.


AM – Dizias há pouco que estarias mais excitado se houvesse um álbum novo de Parkinsons. Há alguma perspectiva futura para novos trabalhos?
VT – Há… Vamos começar a gravar daqui a pouco tempo. É algo que não me imaginava a fazer novamente, mas andaram-me a chatear a cabeça outra vez e… vamos a isso! As músicas já estão feitas, já está tudo na cabeça!

Estivemos também à conversa com Nelson Matias, baixista dos The Amazing Flying Pony para saber o que esperar deste segundo concerto desde a reunião da banda. Para ler, aqui. Relembramos que os concertos vão acontecer no Sabotage Club, no Cais do Sodré, hoje (24 Nov) e amanhã (25 Nov), às 22h00. A não perder!

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