Entrevista: Adelaide Martins

Com o nosso 4º aniversário aí à porta, e sendo eles o 2º nome do cartaz, quisemos que conhecessem melhor o quarteto bracarense.

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Adelaide Martins – Em primeiro lugar, e para quem não vos conhece, quem são os The White Knights?

Luís Machado – Somos todos; são todos aqueles que partilham cada momento no concerto, uns de forma bem intensa com o corpo e outros só vibram intensamente com o mítico “abanar o pézinho”… Somos todos. Nós só pegamos no material altamente inflamável e tocamos: o Geirão no baixo, o Sandokan na guitarra, o Branco nas “batidas” e eu na voz.

AM – A pergunta-clichè, tem de ser: porquê The White Knights?

LM – A escolha é um pouco “geek”. Não podia ser Stormtrooper por direitos de autor, mas não deixam de ser uns cavaleiros brancos! E talvez por um incrível sketch de Monty Python, que consiste na repetição de uma imagem de um cavaleiro a descer uma colina… a cor surge dos capacetes e fatiotas dos Stormtroopers e do nickname do nosso baterista.
Gostávamos de ter uma explicação mais romântica, mas a explicação possível para um nome tão “fatela” passa por isto!

AM – De onde e quando surgiu a ideia de formar uma banda? Como chegaram até à formação actual dos White Knights?

LM – Em 2009, eu, o Branco e o Geirão faziamos parte de um projecto chamado The Arson.

Entretanto, saturamo-nos e, em 2013, começámos a desenhar só com bateria e baixo aquilo que viriam a ser o “Cavaleiros”. Fizemos um try out com um primeiro guitarrista, mas a coisa não resultou. Entretanto fizemos umas audições, em 2014, e ficámos com o nosso querido tufão dos Açores, baptizamo-lo de Sandokan e ficou formada a actual banda.


AM – Se tivessem de fazer uma apresentação que vos descrevesse em termos de sonoridade, como seria?

LM – Somos incrivelmente maus em exercícios de auto-avaliação. O nosso processo criativo passa muito por viajar na maionese, temos gostos totalmente distintos e daí esta fusão. Somos garage porque tocamos numa garagem, somos rock porque nos comportamos como tal, agora os subtítulos daquilo que fazemos deixamos para os mais entendidos. Isto talvez ajude:
“…praticante de um garage rock muito influenciado pelo rock clássico americano, com os seus riffs bélicos e crescendos épicos, que tem na performance do vocalista um digno representante da linhagem dos grandes performers rock.” – Adolfo Luxúria Canibal

AM – Quais são as expectativas para esta vossa estreia em Coimbra?

LM – Altíssimas! É a cidade maravilha e de alguns ícones da musica nacional, como o senhor “lendário homem tigre” e os Tédio Boys… e depois porque passamos nessa formosíssima sala de espectáculos que é o Salão Brazil. São tudo motivos para um sorriso rasgado.


AM – Desta vossa passagem por Coimbra, vai resultar também um vídeo com cunho Porta 253. O que acham deste projecto (também ele de Braga)?

LM – Conheço a cena no facebook e acho genial, pelo simples facto de mostrarem spots incríveis pela cidade de Braga (penso que era a ideia inicial). Agora expandiu a Coimbra, não sei se por acto isolado… Acho também genial por captarem imagem de novos talentos… e esta pode muito bem ser a primeira vez de muitas com uma gravação ao vivo. Acho que a combinação entre espaço (a grande maioria são espaços que nunca sonharia ver concerto) e novos talentos é perfeita.

AM – Como reagiram ao convite da Cultur’Arte Mag para ser uma das surpresas da festa deste 4º aniversário?

LM – Com muito agrado, é malta super atenciosa. E vai ser um festão! Apareçam no aniversário, beijo TWK.

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