Texto: Adelaide Martins | Fotografia: Bruno Figueiredo & João Duarte

9 de Setembro marcou a celebração do 4º aniversário da Cultur’Arte Mag. The White Knights e The Amazing Flying Pony foram as estrelas da festa.


Pouco tempo depois da hora marcada para o início do espectáculo, os bracarenses The White Knights subiram ao palco e agradeceram, desde logo, o convite. Dono de uma energia que parecia divina e saída de não-se-sabe-muito-bem-onde, Luís Machado fazia-se acompanhado por Rui Geirão, André Branco e Tiago Gomes com baixo, guitarra e bateria.
Com uma voz absolutamente surpreendente e uma postura e presença de palco à altura, Luis percorreu um alinhamento cativante que, com entusiasmo espalhou por toda a sala. Muitas das vezes, olhos nos olhos com o seu público, ouviram-se temas como “Scarlett”, “Interstellar”, “Duchess”, “High Voltage” ou “U+Me=1”, entre outros.

Pouco tempo depois, seguia-se o momento mais aguardado da noite. Era, então, tempo dos The Amazing Flying Pony subirem ao palco, cinco anos depois de um interregno que parecia infinito. Gonçalo Carvalheiro, Nelson Matias, Nancy Knox e Pedro Correia estavam juntos novamente e, segundo quem teve oportunidade de os ver em máxima actividade, como se nunca se tivessem afastado.
E foi no primeiro instante que se percebeu que muito dali viria. Frenéticos, sedentos de dar nova vida à sua música, os The Amazing Flying Pony foram uma constatação dupla: de que “há coisas que nunca mudam e ainda bem”, para quem já conhecia; e um grande “wow!”, para quem os estava a ver pela primeira vez. São apenas quatro e são donos de uma energia cativante, explosiva e quase violenta – no bom sentido. O palco é, sem dúvida, o seu habitat, em que tudo acontece numa envolvência muito natural, descontraída e acompanhada de um sorriso rasgado. “Green Light Means Go”, “New Order is a Band (And So Are You)”, “NL”, “I Fucked Marlon Brando”, “RoadKill” ou “Disco n’ Shit” foram apenas algumas das músicas que fizeram ferver o Salão Brazil. A construção da voz com a guitarra, bateria e baixo faz lembrar o primeiro chilrear dos pássaros no início da Primavera: faz sentido, cria sensações e, se me permitem a pessoalidade, sabe muito bem.
Além de toda a energia e de toda a erupção musical que se viveu, é impossível não destacar também a comunicação e a presença de palco da banda. É inevitável que o seu concerto seja muito mais do que apenas um concerto, é uma entrega total e uma fusão muito natural entre a banda e o seu público. Provas disso foram “Radio Santiago” e “Ana Maria” (original do Trio Odemira), com a para sempre memorável performance de guitarra de Bruno Marques. E se, inicialmente, eram quatro em palco, no final o palco estava cheio: de gente, de música e de muito amor por toda a gente. O que se estava a viver passava os limites daquilo que seria mais um concerto, era uma reunião de amigos, de memórias, de emoções que podiam estar tapadas mas não esquecidas. Estava, então, feita uma verdadeira festa!

Os agradecimentos ao convite da Cultur’Arte Mag foram infindáveis, mas o verdadeiro agradecimento é, sem dúvida, o nosso: aos The White Knights, por fazerem parte de mais um capítulo desta aventura; e ao The Amazing Flying Pony, pelo voto de confiança e empenho nesta reunião que – rapidamente se percebeu – valeu muito a pena.

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