Texto: Bruno Figueiredo

Os 4 dias do mais animado “palco dos fundos” regressam à Queima das Fitas Coimbra, cheios de novidades musicais para os mais ecléticos.

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Já somos frequentadores do Palco RUC desde que pisamos pela primeira vez o recinto da Queima das Fitas Coimbra com a Culturarte, em 2013. Este pequeno recanto, escondido ao fundo do recinto, tem sido lar para os que não se contentam com os nomes que encabeçam o cartaz da festa dos estudantes e querem vibrar, noite a dentro, com algumas das melhores novidades musicais nacionais e internacionais. Mykki Blanco, Hush Hush, Killimanjaro, Sequin, 10000 Russos ou Anklepants são apenas alguns dos nomes com quem partilhamos noites memoráveis, e este ano esperam-se 4 noites igualmente inesquecíveis.

Assim de 5 a 8 de Maio, em ano de celebração de 31 anos de RUC, aqueles metros quadrados por detrás das tendas do Queimódromo voltam a ser ponto de encontro de diferentes sonoridades, em 4 noites que terão espaço para nomes que variam de Cakes da Killa a 800 Gondomar, dos Conjunto Corona a Kking Kong ou Keso.


A começar a festa temos um dia dedicado ao universo da música electrónica com Lake Haze e He/aT. O primeiro, um produtor nacional, com trabalho de electrónica menos convencional, já com trabalhos editados pela aclamada etiqueta Shall Not Fade. Já He/aT, alter-ego adoptado desde 2013 por Chris Finke, é um dos embaixadores do techno britânico nas últimas décadas e promete trazer-nos uma sonoridade que se equilibra entre a melodia e o experimental.

Já no sábado, dia 6 de Maio, a noite é do rock com 2 nomes nacionais que vale sempre a pena acompanhar. Primeiro chegam os 800 Gondomar, que na realidade são de Rio Tinto (que é ali ao lado de Gondomar) e que, para além de terem ido buscar o seu nome à “carreira 800” dos STCP, trazem consigo o espírito desgarrado do punk e prometem ruído dançável para todas as idades. Já os Riding Pânico acabaram de editar “Rabo de Cavalo”, podem ler a nossa review aqui, e os seus membros têm currículos invejáveis, vindos de bandas como os Paus, Cruzes Credo, Quelle Dead Gazelle ou Marvel Lima.


Em dia de cortejo a festa é outra, e o hip-hop e Afro-beat sobem ao palco. O arranque é feito ao som de Kking Kong, uma das descobertas dos Buraka Som Sistema, que assinou o EP “Damaia” através da Enchufada no final de 2016. Do outro lado, representando a outra força grande do Afro-Beat em Portugal, a Principe discos, chegam o encontro de DJ Nervoso e DJ Firmeza.
Por último, mas sem duvida não menos importantes, chegam os Conjunto Corona, cujo trabalho conceptual “Cimo de Vila Velvet Cantina” trouxe um registo humorístico e kitsch que estava ausente no hip hop nacional.

O último, como sempre, não ficará atrás com uma despedida em grande ao som de Keso e Cakes da Killa.
Keso tem vindo a cruzar a música e o cinema ao longo da última década e meia. O seu mais recente passo, “KSX2016”, foi aplaudido como um dos discos que marcaram o hip hop português em 2016. Já Cakes da Killa é sinónimo de revolução queer. Força forte do movimento que está a abrir horizontes no hip hop americano, traz na bagagem o aclamado disco de estreia, “Hedonism”, depois de ter estado em destaque na mais recente edição do South by Southwest, no Texas, e de partilhar uma digressão com Mykki Blanco.

A todos estes artistas juntam-se ainda os DJs RUC: Bicá e a dupla Spinning Jenny no dia 5, Luis Luzio e Eduardo Negrão no dia 6, Rebeca Ávila no dia 7 e Fábio Nóbrega e Nitronious no dia 8.

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A Culturarte está a sortear bilhetes pontuais para os interessados, até amanhã, dia 4 de Maio.

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