Texto & Entrevista: Bruno Figueiredo

O quarteto portuense actua já amanhã no Super Bock Super Rock e nós quisemos saber o que por aí vem!

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Eles são o Guilhereme, o Luís, o Tito e o Pedro; e juntos compõe os Salto. Mas a história deste projecto começa em 2006, há 10 anos atrás, quando os primos Guilherme e Luís, pisaram pela primeira vez um palco. Depois, em 2012, cresceram no panorama português quando editaram o seu primeiro longa-duração, e o single “Deixar Cair” invadiu as rádios e redes sociais.

Amanhã, dia 16, os Salto passam pelo Super Bock Super Rock, e nós falamos com o Guilherme para saber um pouco sobre a banda, o percurso até aqui e o que esperar para estes dias.

A conversa não foi longa, mas chegou para tudo! Começámos por falar da origem e crescimento do projecto. “Foi uma viagem atribulada”, disse-nos o Guilhereme ao referir-se ao caminho que têm vindo a traçar, desde 2006 até ao lançamento deste “Passeio das Virtudes”, o mais recente disco dos portuenses.

Como em tudo vida, há mudança. E, por isso, não podemos falar dos Salto sem mencionar que a banda cresceu desde que começaram esta aventura em 2006 e eram 2, os primos Guilherme e Luís; mas chegaram a 2015 e, como por milagre da multiplicação, agora são 4. Quando lhe perguntámos o que mudou na banda com a passagem de duo a quarteto, o Guilhereme respondeu dizendo que “O processo mudou muito. Passamos de gravar as coisas directamente no computador, para ensaiar e preparar tudo, quase sempre directamente no estúdio”, “(…) quando começámos a fazer música tínhamos 16/17 anos e agora temos 25/26 e as coisas mudaram, a maneira de fazer música mudou.”

Já quando o questionamos sobre planos futuros, a reposta é clara: “os planos para o futuro passam, claro, por fazer música nova.”. Mas o futuro não começa agora e a verdade é que este trabalho nunca parou.


“Para nós, passarmos a ser 4 era uma novidade. De repente, quando já tens o álbum pronto e prestes a sair e tens o concerto ensaiado, já tens ali uma dinámica de banda,que funciona muito melhor do que a primeira vez que ensaiámos os 4. Por isso, aproveitas logo isso para fazer música nova e é isso que temos feito.
Temos feito música nova, temos aperfeiçoado o concerto, mudado coisas, acrescentado músicas e mudado alguns arranjos. Mas os planos para o futuro passam por fazer músicas novas e lançá-las sempre que pudermos.”

Sobre o concerto no Super Bock Super Rock, as expectativas estavam em alta. Partilhando o dia com o cabeça de cartaz Kendrick Lamar, os nervos não serão um travão. “Vai ser um dia um pouco surreal, porque vai ser o dia de Kendrick Lamar. E vai estar esgotado, ainda por cima. Estamos ali inseridos no meio de muita coisa de Hip-Hop – o que vai ter alguma piada -, por isso, vai ter esse desafio: teres de tocar para muita gente que vai à procura de ouvir Hip-Hop e cenas mais nessa onda. Mas, acima de tudo, acho que vai ser uma grande festa e o concerto é isso! É um concerto que praticamente não pára e é uma festa.”

“Uma das coisas coisa que mais ansiamos fazer é dar este concerto. E tenho muitas dúvidas que as pessoas que estiverem em frente ao palco consigam manter-se quietas e com todas as peças de roupa.”

E, assim, esperamos ansiosamente pelo concerto dos Salto que nos deixam uma mensagem final:
“Venham, vai ser do melhor que há! Um beijo, dos vossos Salto!”

Relembramos que o concerto está marcado para as 20h45, já amanhã (dia 16), no Palco Antena 3 do Super Bock Super Rock.

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