O CCB concedeu “carta branca” à cantora Manuela Azevedo para a construção de um espectáculo e assim surgiu COPPIA.

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Palavra italiana que significa parelha, dupla, par, a vocalista junta-se ao seu colega do grupo Clã, Hélder Gonçalves, para um reportório variado de canções acompanhadas por dança, sob a direcção cénica de Victor Hugo Pontes. A ideia de explorar as relações não só amorosas, mas familiares, artísticas ou profissionais torna-se ainda mais interessante e criativa num cenário a replicar um campo de ténis. Jogo que também ele se faz a par, ou pares, em que existe um passe de bola de um lado para o outro, os dois músicos acompanhados pelos dois dançarinos, Joana Castro e Valter Fernandes, completam o projecto.

Ao longo de 1h30 passam por músicas que falam de relações e de amor, das memórias, mágoas e sementes desse amor, mas também da infância. Exemplos disso são, Estou com os Azuis de Sérgio Godinho, The Bad in Each Other de Feist, You’re Breaking My Heart de Harry Nilsson, Drão de Gilberto Gil, I Got You Babe de Sonny & Cher e I Don’t Want to Grow Up dos Ramones. Não que ainda fossem precisas provas para mostrar que Manuela Azevedo é uma artista em todos os sentidos, durante o espectáculo canta, toca, assobia e dança. «COPPIA» realiza-se com dois pares em palco, mas sobretudo da parelha criada entre artistas e audiência. E rapidamente nos faz pensar em outros tantos pares famosos como John Lennon & Yoko Ono, Bucha & Estica, Sherlock Holmes & John Watson, Tom & Jerry, Charlie Brown & Snoopy.

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