Texto: João Craveiro & Mafalda Lalanda

O festival que marca o inverno lisboeta regressa nos dias 24 e 25 de Novembro. Falamos, claro, do Vodafone Mexefest. Depois das confirmações de Charles Bradley, Cigaretts After Sex e Aldous Harding junta-se agora o rapper português Valete e os canadianos Destroyer.

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Os Destroyer tiveram o seu início nos anos 90. Originalmente apresentavam-se como um projecto a solo de Dan Bejar para o lançamento do álbum “We’ll Build Them a Golden Bridge”, mas não demorou muito até se transformarem numa banda. Os lançamentos seguintes, como “City of Daughters” e “Thief”, trouxeram mais reconhecimento à banda.

O álbum de 2011 “Kaputt” deixou a crítica e os ouvintes rendidos ao novo som dos Destroyer. Dan Bejar citou influências como Miles Davis e Roxy Music para a criação deste novo som com pop, jazz e soft rock que podem ser ouvidas em  músicas como “Blue Eyes“ ou “Chinatown”. O último disco “Poison Season”, editado em 2015, mantém a influência jazz de “Kapput”, mas vai buscar também inspiração, por exemplo, à escritora brasileira Clarice Lispector. Com um novo álbum prometido para este ano os Destroyer são um concerto a não perder nesta edição do Mexefest.

A representar a identidade portuguesa, temos Valete, que lançou o primeiro disco “Educação Visual” em 2002. Um rapper que sempre investiu no seu espírito crítico ao serviço da música, focando-se em problemas sociais através das suas letras e dando uma voz a quem não a tem. O segundo album em 2006 – “Serviço Público”  – vem reforçar a presença  de Valete no panorama do rap português. Temas como “Roleta Russa” e “Serviço Público” são alguns clássicos do hip hop português que saíram desse álbum.

Para os fãs de Valete a espera por um novo álbum era longa e as expectativas aumentavam, até que no início de 2017 Valete regressou com dois singles surpresa – “Rap Consciente” e “Poder”. O primeiro single é um grito de revolta contra o rap de ostentação e sem mensagem. O videoclip tem a participação de Sam the Kid, Maze, Sagaz, Phoenix RDC, Kappa Jotta, B Skilla, Capicua, The Legendary Tigerman, entre outros. “Poder”, no entanto, é uma música dedicada ao pai do rapper que faleceu no ano passado. Segundo Valete, esta última produção “fala essencialmente de auto-superação e filantropia. Talvez as duas coisas pelas quais devemos viver”.

O único bilhete existente é válido para os dois dias do Festival. Encontra-se à venda nos locais habituais, pelo preço de 40€ até 31 de agosto, passando para 45€ a partir do dia 1 de setembro e 50€ nos dias do Festival.

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