Texto: Marisa Ferreira & Miguel Béco de Almeida | Fotografia: Bruno Figueiredo

Por entre ritmos tropicais, noise e mathrock, a primeira tarde de Milhões de Festa serviu para aguçar o apetite para um dia promissor.


Já estavam a acontecer os primeiros banhos de 2016 na piscina mais animada do país e a portuguesa Surma, com os seus sons delicados, iniciava as festividades. Continuámos a banhos com os Wume, directamente de Baltimore. O duo de bateria e sintetizadores, com ritmos do ácido ao krautrock, inaugurou as danças no festival numa piscina que era novamente curadoria da Red Bull Music Academy.

O Nicola Cruz juntou-se à festa com a sua electrónica tropical e levou-nos a viajar pela América do Sul onde sentimos na pele, entre mojitos e muitos passos de dança, tudo o que é bom da música latina. Os corpos estavam quentes, as bebidas estavam frescas e a festa prometia mais do que nunca. Continuando nos ritmos electrónicos, seguimos para o techno de Nan Kolè, que fechou o primeiro dia de piscina com os seus sons tribais obscuros.

Enquanto na piscina a palavra de ordem era “dança”, no taina, como bem manda o Minho, era “comer e beber”. O primeiro concerto do dia no Taina, depois da destruição do dia anterior, foi igualmente destrutivo. Houve uns Marshteeper que não foram secretos mas, por se juntarem à última hora, tiveram muito pouca gente por perto. Não obstante, fomos brindados com power electronics, harsh noise e batidas industriais que só nos aguçaram o apetite para a performance colaborativa da noite.

Ainda pelo Taina, o resto da tarde foi responsabilidade da La Melona. Para quem não conhece, a Melona é muito “peixe” e é uma das principais responsáveis pelo reacender da música jovem e alternativa entre os nossos vizinhos de Santiago de Compostela. Trouxeram-nos Uppercut, com um mathrock que já podia ser uma trademark da região e fechou com Malandrómeda.

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