Texto: Ana Cláudia Silva | Fotografia: Ana Cláudia Silva – Caminhos de Ser Feliz

Na passada quinta-feira, a presença e voz da norte-americana Hannah Epperson prometia aquecer os corações numa noite outonal. Descalça, pegou no seu violino e as primeiras palavras ao público foram de gratidão.

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Hannah Epperson chega até à Europa com uma digressão praticamente cheia e traz consigo um novo disco – Upsweep.

Também a acompanhá-la em palco, trouxe consigo um baterista, um conjunto de pedais para fazer diversos loops, um teclado e um enorme sorriso. A sua gratidão e emoção, explica, teve a ver com o facto de estar bastante ansiosa por estar em Portugal e, mais concretamente na cidade do Porto, mas que estava com alguns problemas vocais – “It’s so cruel” – diz visivelmente emocionada.

O público, que encheu a sala de espectáculos dos Maus Hábitos, correspondeu com um enorme silêncio durante as interpretações de Hannah e com enorme ovação no fim de cada canção.

Mesmo não estando a cem por cento, Hannah Epperson surpreendeu tudo e todos com as interpretações de «Iodine» e  «Talcum», «Brother» – canção esta dedicada ao seu irmão, «Story (Amelia)» e «Farthest Distance» que fala de distâncias geradas pela sociedade actual movida por redes sociais e outros meio de comunicação.

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Nas palavras de Hannah, onde a cada canção revela estar demasiado emotiva pelo apoio de cada ouvinte e desculpando-se por estar um pouco doente, entendemos a sua veracidade, a sua honestidade e entrega.  A cada letra,  também compreendemos a maturidade e o espírito livre que a songwriter aparenta ter na sua vida e na sua compreensão com o mundo. Para a Hannah o nosso obrigado, de todo o coração, por nos agraciar com a sua beleza lírica.

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