Entrevista: Bruno Figueiredo

A festa mais indie do país está cada vez mais próxima e nós falámos com a organização sobre o que podem esperar.

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Já está mais que confirmado que em Setembro nos vemos em Baltar, e agora até temos bilhetes para vos oferecer! Ainda assim, gostávamos de vos poder contar um pouco mais acerca de como tudo começou e foi por isso que decidimos falar com o Tiago, um dos organizadores do festival.

Bruno Figueiredo – O que está por detrás do Indie Music Fest? Onde é que este projecto nasce?

Tiago Nalha – É um colectivo de jovens com gosto pela música nacional. Criámos uma associação para dinamizar a cultura no nosso concelho, ainda sem apoios financeiros do estado ou câmara municipal. O projecto nasceu no “Indie Bar” – mais propriamente, na esplanada do bar. A ideia era fazer uma tarde/noite de Verão com concertos e djs para celebrar o trabalho desenvolvido no bar durante a última época, isto em 2012. Inicialmente foi um dia para beber cerveja, ouvir música, comer umas bifanas, estar com amigos e curtir concertos ao ar livre.

BF – E como é que se mantém o estatuto de Melhor Micro Festival Nacional? Podem revelar-nos o segredo?

TN – Com muito trabalho e dedicação. Ninguém do nosso coletivo é “pai ou mãe” mas este é o nosso “filho mais novo”. Fazemos isto para ser um grande festival, embora numa categoria de “micro”. Talvez o nosso trabalho árduo em prol de garantir no IMF tudo aquilo que existe nos grandes festivais seja um dos aspetos que nos leva a ter este estatuto.

BF – Desde o início deste projecto que o acesso ao festival vos categorizou como um festival “low-cost”. Acham que isso é muito importante para “quem são” como festival? Sentem que  o contrário faria diferença no público?

TN – Acho que não foi só o factor “preço”, embora pese na decisão. Acho que toda a nossa oferta por um preço super acessível e com condições que só “os grandes” conseguem oferecer nos levou a ser caracterizados como um festival low-cost. Também só o conseguimos fazer porque todos os fornecedores nos apoiam com preços óptimos, adequados às nossas possibilidades e às empresas locais que apoiam com patrocinio – embora esse proveito só garanta 25% do orçamento total do festival.

BF – Todos os anos apostam na nova música nacional, com um cartaz 100% português desde a primeira edição. Qual é a razão desta aposta? Têm intenção futura de cruzar fronteiras no que toca ao cartaz?

TN Primeiro, porque queremos mostrar o que de melhor se faz por cá. Hoje em dia os portugueses já têm uma maior curiosidade pela música nova nacional, mas há uns anos não havia esta abertura do nosso povo. Costumo dizer que temos bandas que pisavam qualquer palco ao lado das melhores da nova geração de bandas internacionais e que não ficamos nada atrás. Quando decidimos fazer o festival, este era um dos objectivos: o mostrar o panorama nacional a quem realmente gosta de música e, essencialmente, música nacional. O objectivo de cruzar fronteira está bem perto, mas ainda é cedo para falarmos deste assunto. Contudo, o destaque na música nacional estará sempre presente!


BF – E este ano, com o que é que os “indies” podem contar no cartaz do festival? Alguma surpresa que nos possam revelar de antemão?

TN –Podem contar com uma edição incrível! Com novidades no recinto, acessos, conforto, décor e mais conteúdo programático durante o dia. Posso revelar que teremos o “Indie Cook”, uma sessão com três chefes, durante as tardes, no centro da Vila de Baltar, totalmente grátis.

BF  Há alguma novidade no festival, no que toca ao recinto ou organização, que queiram destacar?

TN – Sim, temos, mas prefiro que os festivaleiros saibam delas no dia de chegada ao Bosque!

BF – Qual o melhor convite que podem fazer aos festivaleiros, para comparecer na edição deste ano?

TN – Venham! Temos a certeza que vamos deixar saudade! Será difícil abandonar o camping e o festival, no dia 4. Depois só para 2017! A experiência é certamente única e o conceito do festival também é diferente de todos os outros.


E, assim, será! Nos dias 1, 2 e 3 de Setembro rumamos a Baltar para viver o melhor que o Indie Music Fest nos pode dar, ao som de nome como Salto, The Walks, Octa Push ou Ghost Hunt – entre muitos outros. Esperamos lá por vocês!

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