Texto: Diogo Miguel | Fotografia: Pedro Matos

Nesta segunda noite, o palco foi entregue a LOW TORQUE, Tales For The Unspoken, PSICOTRONICS e Bizarra Locomotiva.


A primeira banda a estrear o palco nesta última noite de Kamalhão foram os LOW TORQUE, de Palmela. Com o seu som a oscilar entre o stoner e o metal, a banda composta por David Pais (voz), André Teixeira (guitarra), João Arroja (guitarra), Miguel Rita (baixo) e Arlindo Cardoso (bateria), veio disposta a arrebatar o público que, a esta hora, ainda não era muito composto.

De seguida, os Tales For The Unspoken apoderaram-se do palco e, sem demoras, puseram todo o público a reagir ao som da sua música. Da banda são integrantes Marco Fresco na voz, Nuno Khan e Miguel Gonçalves nas guitarras e Nuno Oliveira no baixo. Do início ao fim, o concerto foi marcado por um abanar de cabeça geral – não só pela sua sonoridade pesada ou pelo seu ‘estar’ em palco imponente, mas também pela sua boa disposição, principalmente do vocalista que fez questão de pôr o público a rir em diversas situações, tendo até direito a bolo de aniversário a meio do concerto, com cântico e tudo.

O terceiro concerto do alinhamento do festival coube a Vítor Torpedo, Pedro Calhau e Marquês (aka Marquis Cha Cha), com a sua banda, os PSICOTRONICS. A banda estreou-se em 2010, porém com uma formação diferente da actual. A banda possui um som um tanto dançável, com a sua dose de electrónica à mistura e, por vezes, ganhando contornos mais rock graças à guitarra de Vítor Torpedo e o baixo de Pedro Calhau, juntando tudo isto com a performance extravagante do frontman Marquês. Foi um tempo bem passado na companhia dos PSICOTRONICS, com um bom ambiente em que toda a gente apreciou o concerto e se divertiu.

O último concerto da noite e também desta edição coube aos Bizarra Locomotiva – o ponto alto da noite, trazendo toda a gente para a frente do palco e deixando o resto do recinto praticamente “às moscas”. Por aqui percebia-se que estava para acontecer algo bizarro.
O grupo entrou em palco e demonstraram a todos porque razão são considerados os reis do metal industrial português. Liderando a locomotiva está Rui Sidónio, o vocalista do grupo. A ele juntam-se Miguel Fonseca na guitarra, Alpha nas máquinas e Rui Berton na bateria. O grupo apoderou-se do palco e das almas dos espectadores mais aficionados durante duas horas, com um poder e uma performance impressionantes. Consegue-se perceber porque razão carregam com eles uma legião de fãs tão grande. Juntando à performance espectacular de Rui Sidónio (chegando mesmo a vir juntar-se ao público em pleno concerto por duas vezes), podemos adicionar todo um misticismo geral em volta dos membros integrantes da banda. Na recta final, a fervorosidade do público era tanta que não deixaram o grupo ir embora sem haver encore.

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