Texto: Diogo Miguel | Fotografia: João Duarte

O primeiro dia de festival contou com a presença de BODE, The Year, Ghost Hunt e D3o.


Na passada Sexta e Sábado, dias 3 e 4 de Junho, deu-se o início da 6ª edição do Kamalhão Rock Fest, na mata do Camalhão, em S. Silvestre.

Enquanto o recinto do festival ia a meio gás na primeira noite, o palco foi inaugurado pelo doom de BØDE, oriundo de Coimbra.
BODE é uma pessoa apenas~. um guitarrista que se auto-intitula de BODE Rice; e vários samples e instrumentos virtuais à mistura. Instrumentos esses que vão criando um ambiente obscuro enquanto a sua guitarra, com um som bem negro carregado de distorção, ia aquecendo a plateia ainda pouco composta antes de ceder o palco à próxima banda.

Os próximos a pisar o palco foram os The Year, banda oriunda de Pombal, formada em 2012, composta por Johnny Disorder nas vozes, Rudwolf e Phil nas guitarras, Kitz Afonso na bateria e BP no baixo. O quinteto rapidamente tentou conquistar o público com a sua música e performance mexida e agressiva, deixando denotar bem a mudança drástica de tempos, bem característica do hardcore.

De seguida, foi a vez dos Ghost Hunt mostrarem o que sabiam fazer. A banda é composta apenas por dois integrantes, Pedro Chau (baixista, The Parkinsons) e Pedro Oliveira (sintetizadores e guitarra, ex-Monomoy). E não foi preciso muito tempo para se perceber que estávamos diante de um grande espectáculo musical. A sua sonoridade muito krautrock com traços de psicadelismo parecia deixar o público em transe com o seu som hipnotizante, com músicas apenas instrumentais (à excepção da última) com cada um dos membros a brilhar nos seus instrumentos. Conquistaram o público não só pela sua música, mas também pela sua humildade. O único defeito foi não ter durado mais tempo.

O último concerto desta noite coube aos já conhecidos D3o, um power trio nascido em Coimbra em 2002, composto por Toni Fortuna (guitarra e voz) , Tó Rui (guitarra) e Nito (bateria). O trio, bem caracterizado pelo seu estilo blues rock, proporcionou ao público tudo o que tem direito, desde a entrega em palco – exímia – até a avarias no material, não afectando o resto da actuação. Foi um grande encerrar de palco com a sua química que, para quem conhece, já é bem habitual.

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