Texto: Bruno Figueiredo

São de Barcelos e já nos trouxeram muitas alegrias. Agora, e com três anos sobre “Odyssea”, regressam aos discos com “Ophelia”.


A primeira vez que nos encontrámos com os indignu [lat.], foi no Passos Manuel, em 2013. Na altura, dividiam palco com Grutera, em noite de lançamento do seu novo trabalho “Odyssea”. Nessa altura, o aclamado disco-livro, ao qual a Time Out Porto classificou como “obra de arte”, estava apenas a começar a sua viagem.

“Composto por sete capítulos e apresentado por um arrepiante videoclipe (para o tema “Capítulo I – Onde As Nuvens Se Cruzam”), Odyssea levou indignu [lat.] a percorrer teatros e salas portuguesas de norte a sul, mas também a passagens por Espanha, França e Bélgica, país onde deixou marca no Dunk!Festival, o maior festival post-rock da Europa.”

Três anos volvidos, voltaremos a encontrar o projecto barcelense, agora por Cem Soldos, onde irão fazer uma pré-apresentação do novo disco, “Ophelia”, no festival Bons Sons. Esta nova viagem terá o primeiro avanço já na próxima semana, mas só poderemos desfrutar do novo trabalho por inteiro a 31 de Outubro, data de lançamento do mesmo.

Com este novo trabalho, o sexteto abre o véu para a temática da bipolaridade humana, lembrando ao mesmo tempo que as maiores e mais desconcertantes viagens ocorrem, na maior parte das vezes, dentro de nós.

Produzido por Paulo Miranda, produtor e responsável por trabalhos de The Legendary Tiger Man, peixe : avião, Old Jerusalem; e, masterizado por Miguel Marques nos estúdios Sá da Bandeira, no Porto, que masterizou também discos de Capitão Fausto, Keep Razors Sharp, Glockenwise e Filho da Mãe. O disco foi gravado entre Agosto de 2015 e Fevereiro/Março de 2016.

indignu [lat.] é formado por Afonso Dorido (guitarra), Graça Carvalho (violino e sintetizadores), Helena Silva (violino), Jimmy Moom (guitarra, metalofone, baixo), Paulo Miranda (bateria) e Mateus Nogueira (baixo, piano, guitarra).


“Ophelia é como que… bipolar. Existem dois mundos, dois hemisférios no seu cérebro, mas completam-se um ao outro. Nenhum deles faria sentido se o outro não existisse. Quase que se um lado “A/norte/oeste” fosse delicado, planante, emocional, sensorial, clássico, contemplativo e o lado “B/sul/este” fosse agitado, desconcertante, negro, sofrido e excêntrico. Quase como de uma tímida candura e um riacho islandês brotasse um deserto árido ou uma neblina da Sibéria desse lugar a uma ilha deserta na Polinésia. O mundo é só um, mas existem sempre dois lados. Existe sempre o reverso da medalha e Ophelia não é dividida em duas pessoas, mas tem em si dois lados. À partida se olharmos parecem duas pessoas distintas, mas se enxergarmos bem estamos perante o mesmo retrato. A mente humana fica na superficialidade, mas o universo de Ophelia vai para além disso.”

A pré-apresentação do novo disco acontecerá já a 12 de agosto, no festival Bons Sons, em Cem Soldos, Tomar. O sexteto dará a conhecer parte do novo disco no Palco Tarde ao Sol pelas 18 horas. Neste mesmo concerto o disco Odyssea também será revisitado.
Mais informações em bonssons.com.

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