Texto: Bruno Figueiredo

Manuel Fúria leva os seus náufragos a terra firme, e apresenta um novo disco à margem do Mondego.


Manuel Fúria não é nenhum estreante nas “lides musicais”. Começou a sua actividade como cabeça d’Os Golpes, banda com quem lançou os trabalhos Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco e G, sendo também fundador da Amor Fúria, Companhia de Discos do Campo Grande, fundada em 2008, que é uma das grandes responsáveis pelo ressurgimento do pop rock cantado em português. Agora, chegados a 2017, é com o projecto  “Manuel Fúria e o Náufragos” que traz a sua sonoridade pop rock ao palco maior da música da cidade dos estudantes, para apresentar o trabalho que se sucede a “Manuel Fúria Contempla os Lírios do Campo”.

“Viva Fúria” é assim o nome do novo trabalho do projecto, apresentado ontem pela primeira vez no Lux em Lisboa, e pretende fazer-se afirmação de que Manuel Fúria é um “ladrão”. Mas não se pense num ladrão que, descaradamente, rouba e usa daquilo que tem vindo a ouvir e absorver de referências e citações a outros artistas e bandas, mas sim num “ladrão” que homenageia a música de que cresceu rodeado, devolvendo-a ao mundo agora sob outra forma, com outros acordes e refrões.

Manuel e Carolina 1

“Fúria não quer ser o Bandarra que se senta a lamentar o fim de Portugal e da portugalidade, nem quer ser o velho que maldiz a errância da nação e que pede ao país que finalmente se cumpra. Fúria quer roubar como quem canoniza.”
João Pedro Vala

O projecto sobe ao palco do Salão Brazil às 22h30 da noite e promete muita festa, com um só ponto final com a mais forte das afirmações “…a música terminou, mas a canção não acabou.”

Fala connosco, dá-nos a tua opinião!

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.