Texto: João Craveiro | Fotografia: Eduardo Gonçalves

O segundo dia do festival elevava as expectativas de todos os presentes no Castelo de Montemor-o-Velho, não fosse o cartaz recheado da noite.


À nossa chegada, Oscar Mulero preparava-se para dar início ao seu set de duas horas. Uma arena ainda mais cheia que no primeiro dia começava a dançar ao som dos kicks profundos e penetrantes pelos quais o dono das editoras Warm Up Recordings e Pole Recordings é conhecido. Um set de hard techno minimal que deixou toda a gente focada na batida e a dançar. Mulero foi também o primeiro a usar todas as luzes ao seu dispor, como as que estavam por baixo da mesa de mistura para projetar luzes nas muralhas do castelo. Um espetáculo visual que se aliou perfeitamente ao set do DJ e produtor espanhol.

Entre a saída de Oscar Mulero e a entrada de Jeff Mills quase não houve tempo para respirar. Uma troca rápida de mesas e um início brutal e sem apresentações para o nome mais marcante desta noite. O pioneiro do techno de Detroit era um dos nomes mais aguardados do festival inteiro. O mestre do TR-909 mostrou-nos a sua habilidade a alinhar kicks e hi-hats num ambiente que nos fez voltar ao auge das raves dos anos 90.

Um castelo, luz branca, strobes e techno de qualidade. Um dos sets que trouxe mais gente à pista de dança.

A noite estava a terminar e o sol já se adivinhava por entre as muralhas, era altura de DVS1 ter a difícil tarefa de se apresentar após o set de Jeff Mills. O set começou forte como os que o antecederam, com a particularidade de se poder ouvir repetidamente “Your are men, not machines”. Apesar de já ser manhã os ritmos pesados e incessantes mantiveram-se até ao fim de um set que não desapontou.

Foi uma noite intensa e vibrante em que o espírito de rave e de techno estiveram bem presente. Não houve ninguém que não tivesse dançado e sentido a música que ecoava dentro do castelo. Uma noite verdadeiramente marcante desta edição do Festival Forte.

Fala connosco, dá-nos a tua opinião!