Texto: João Craveiro | Fotografia: Eduardo Gonçalves

Depois de um primeiro dia terminado, há so uma conclusão, um festival que se destaca na escolha de artistas e o line-up deste ano não desilude.


A cerimónia de abertura deste ano ficou a cargo de Medusa’s Bed, projecto que junta a cantora e poeta americana Lydia Lunch, a compositora e multi-instumentista Zahra Mani e a violinista Mia Zabelka. Um projecto experimental que explora sonoridades abstractas e avant-garde em torno de uma história contada em pequenos momentos de spoken word. Um espetáculo interessante e único que faz a ligação ao lado mais experimental do festival.

Devido a um atraso em voos a actuação de Nathan Fake que se seguiria a Medusa’s Bed foi adiada para mais tarde e foi a vez de Byetone aquecer o Forte.

A seguir foi a vez de um jovem talento nacional, parte do roster da Soniculture João Simões ou Apart, como é conhecido, subir ao palco para uma hora de batidas profundas que cativaram toda a gente dentro do castelo.

Finalmente foi a vez de Nathan Fake actuar. Fake trouxe-nos o seu novo álbum “Providence”, uma referência ao material que usou para construir este álbum, o sintetizador Korg Prophecy, composto após um bloqueio criativo de um ano. O concerto contou com a participação especial de Vatican Shadow, o fundador da Hospital Productions, que entrega a sua voz a uma faixa do álbum (DEGREELESSNESS). Pudemos voltar a ver Vatican Shadow no Festival Forte no sábado, dia 26, para o Forte Takeover da Hospital Productions.

A noite ainda ia a meio e agora era a vez do gigante da Warp, Clark, actuar. Com uma carreira impressionante que dura há 16 anos e 9 álbuns, Clark veio a Montemor-o-Velho apresentar o último projecto “Death Peak”. Um live show impressionante onde a música não foi a única coisa a prender-nos a atenção. Clark fez-se acompanhar de duas bailarinas em palco para um show de dança contemporânea com coreografia por Melanie Lane. Também em palco viam-se duas enormes caixas de luz com strobes. Tudo junto resultou num espetáculo extraordinário onde ninguém conseguir parar de dançar. Um marco definitivo do arranque de mais uma edição do Forte.

O resto da noite continuou ao som do produtor sueco Varg e de Kangding Ray. As horas finais ficaram a cargo de Blawan conceituado produtor que terminou o dia com um DJ set de duas horas em vinil.

No 2º dia esperava-nos mais entretenimento dentro do castelo de Montemor-o-Velho, Jeff Mills, Oscar Mulero e DVS1 são alguns dos nomes que iriam fazer dançar manhã a dentro.

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