O final de tarde deste sábado passado levou-nos até à casa que já habitou a cidade de Coimbra a grandes eventos e boa música.

 

bbpfDesta vez o Aqui Base Tango abriu as portas ao Warm-up Black Bass – Évora Psychedelic Fest 2015, organizado pela Erro Crasso em parceria com a PointList.

Impondo-se pela segunda vez como um dos mais importantes festivais nacionais de inverno, o Black Bass reúne na cidade de Évora, bandas como Riding Pânico, Youthless, Modernos, Asimov, The Sunflowers, Stone Dead ou ainda os conimbricences BØDE e Ghost Hunt.


 

Assim, neste fim-de-semana, Coimbra dançou ao som de The Sunflowers, Modernos, Ghost Hunt e um DJ set PointList.

Enquanto o dia terminava, o terraço do Aqui Base Tango foi-se preenchendo de conversas e boa disposição e sem precisar de esperar muito, os The Sunflowers avançaram entre a plateia, rumo ao palco. Carolina Brandão (bateria e voz) e Carlos de Jesus (voz e guitarra) aproveitaram os últimos raios de sol para dar início a um grande momento de celebração ao punk nacional.

Próprio de quem gosta do que faz, os The Sunflowers apresentaram uma presença de palco incrível e o facto de serem apenas dois não os impediu de preencher o espaço com uma energia animalesca, evolvendo por completo o público que sorriu e abanou a perna, desde o primeiro ao último acorde. Com o seu ar selvagem e de poucas palavras, Carlos de Jesus lá ia apresentando o nome de algumas músicas, músicas estas que sabiam a pouco. Queríamos sempre mais quando acabavam. Quase a terminar, foram as badaladas da companheira “cabra” que anunciaram mais uma música e desta vez com a introdução de um baixo.

Com os seus acordes de guitarra descontrolada, bateria simples e letras de poucas linhas, a banda provou que com pouco é possível “partir tudo”, arrancando no final grandes aplausos do público que os acompanhou.

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Não foi preciso arredar pé pois, poucos minutos depois, arrancaram os Modernos. Iniciando com uma composição instrumental, a banda fez-se acompanhar por um público que, uma vez mais, se deixou contagiar pela energia e harmonia da música.

Vindos de Lisboa, Tomás Wallenstein (voz e guitarra), Manuel Palha (baixo) e Salvador Seabra (bateria) deram-nos a conhecer, numa voz deveras particular, as suas perspetivas relativamente às “almas cheias de palha”.

Tantos eram os pés que batiam no chão ao ponto de o fazer tremer. Os truques de guitarra que simultaneamente brincavam com o “smooth” do baixo e a energia incansável da bateria não deixavam ninguém indiferente.

Apresentando-se assim com uma sonoridade contagiante e um rock que eles tão bem sabem fazer, terminaram, como sempre em grande e quase abraçados pelo público.

 

“O dia terminou da melhor maneira mas, a noite ainda tinha muito para oferecer.”

 

Na segunda parte deste Warm Up, o atraso no horário previsto não foi um problema de todo para quem esperou para ver Ghost Hunt. Marcavam 23h:45 quando começou o concerto. E que concerto! Pois, apesar do reduzido espaço e imenso calor que se fazia sentir, poucos foram aqueles que não se entregaram às combinações meticulosas e hipnotizantes de Pedro Chau (baixo) e Pedro Oliveira (guitarra e sintetizador), ambos da cidade que se apresentou para os ouvir nessa noite.

Para além da facilidade com que ‘brinca’, melodicamente, com as teclas dos sintetizadores que o rodeiam, ainda sobra tempo e agilidade a Pedro Oliveira para soltar uns riffs épicos da sua guitarra, acompanhado pelas dinâmicas ofuscantes do baixo de Pedro Chau.

A noite prolongou-se e dançou-se depois ao ritmo dos sons escolhidos pelo DJ set PointList.

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