Oriental é a adaptação do excerto da “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto, das suas viagens e aventuras e do seu encontro com António de Faria, um mercador e corsário português.


Tendo em conta a celebração dos 60 anos do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, o grupo teatral ocupava-se no lançamento de um livro e na organização de exposições. No entanto, uma proposta surgiu. O SESLA, a secção ligada à literatura na AAC, pediu o favor da realização de uma proposta teatral, suportando todo o seu financiamento. Apesar do reduzido número de actores, o CITAC provou que com pouco é possível fazer muito.

Mais uma vez, o CITAC mostrou ao seu público profissionalismo e uma encenação hipnotizante. Foi uma peça sem princípio, meio e fim, porém a sua lógica não deixou de retratar as experiências de Fernão Mendes Pinto no auge da expansão ultramarina portuguesa.

Apesar de serem apenas sete, o elenco apresentou os mais diversos cenários e povos, convidando o espectador a conhecer outros mundos e outras perspectivas.É de destacar não só o modo como um único actor se desdobra em várias personagens como o outro se entrega de corpo e alma a um só.

O público entregou-se à caracterização do capitão António de Faria, uma personagem repleta de tiques, expressões e pormenores que não deixavam ninguém indiferente. O clímax surgiu nos momentos de luta entre os mouros e os portugueses num jogo tenso de luzes, sons e movimentos.

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Após a vitória lusitana, António de Faria demonstrou a sua face humana libertando os escravos e quebra as barreiras do teatro confrontando-se directamente com o público, citando “Estais livres, senhores!”.

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