Texto: Bruno Figueiredo

Paulo Furtado traz o cinema e a sua guitarra às costas para concertos em Coimbra a 17 e 18 de Abril, em 2 salas da cidade.

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Os dias 17 e 18 de Abril serão, em Coimbra, de sessão dupla de cinema e música com cunho do filho pródigo da cidade, Paulo Furtado. Já estamos habituados à relação do seu projecto musical, “The Legendary Tigerman”, ao cinema e imagem em movimento em geral, com fortes influências no seu trabalho de videoclipes e experiências audiovisuais. Agora o músico traz-nos 2 dias de cinema e concerto, com as apresentações do filme “Ornamento e Crime” de Rodrigo Areias e do cine-concerto “How to Become Nothing”.

A primeira sessão de cinema terá lugar no TAGV no dia 17 de Abril. Marcada para as 21h30, a exibição do filme “Ornamento e Crime” servirá de pretexto para o lançamento do disco da banda sonora do mesmo, banda sonora esta criada por Paulo Furtado. O filme, que teve a sua estreia em 2016, trata-se de um policial, numa estética de filme Noir, que aborda temas como a corrupção, extorsão e arquitetura, sendo a arquitectura o elemento que levou à criação do mesmo. Segundo o realizador Rodrigo Areias, o filme fala de um tributo ao arquiteto Fernando Távora.

“O filme partiu do desejo de fazer uma homenagem a Fernando Távora. Sendo Guimarães, de alguma forma, a “cidade-Távora”, interessava-me pegar em todos os aspetos da sua arquitetura e mostrá-los da maneira menos óbvia, que não fosse o bilhete-postal da cidade” – Rodrigo Areias, para o Diário de Notícias.

No final da sessão o realizador junta-se a Paulo Furtado, Carlos Antunes (diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra), António Olaio (diretor do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra), com a moderação de Susana Lobo (NARC – Núcleo de Arquitetos da Região de Coimbra) para uma sessão de debate/conversa sobre o tema central e a obra em geral.

Já a segunda sessão está marcada para 18 de Abril no Conservatório de Música de Coimbra com o cine-concerto “How to Become Nothing”. Um trabalho realizado por Paulo Furtado que, a caminho de um novo álbum, viajou durante 12 dias entre Los Angeles e Death Valley, pelo deserto californiano de Joshua Tree, na companhia da fotógrafa Rita Lino e do realizador Pedro Maia. Desta viagem e da recolha de imagens através de fotografia, filme e Super 8mm, nasce um projecto mais abrangente que dá lugar à longa-metragem “Fade Into Nothing”, que estreia a 7 de Maio no âmbito da competição nacional da 14.ª edição do IndieLisboa.


A experiência, foi então tornada no cine-concerto do road-movie “How To Become Nothing”, uma experiência que chega assim a Coimbra em sessão única antes de seguir caminho de norte a sul do país. A sessão-concerto está marcada para às 21h30 no Conservatório de Música de Coimbra e inclui-se no ciclo Formas 2017.

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