Texto: Adelaide Martins | Fotografia: João Duarte

Conheçam, aqui, um pouco da história envolvente do festival, bem como alguns dos detalhes da edição de 2016.


Pertencente à freguesia da Madalena, concelho de Tomar, Cem Soldos recebe mais uma edição do festival Bons Sons, de 12 a 15 de Agosto.
Organizado pela associação cultural local, SCOCS – Sport Club Operário de Cem Soldos, desde 2006, o Bons Sons pretende ser uma plataforma de divulgação de música portuguesa, onde o público descobre projectos emergentes e reencontra também músicos consagrados.

Nascido com dimensão de celebração das festas populares, dotado de um programa contemporâneo dirigido a públicos mais exigentes, o festival foca-se na criação musical portuguesa possante e que demonstra vitalidade. Rapidamente, o Bons Sons passou a ser um espaço privilegiado para mostrar uma nova e interessante geração musical.

Quem conhece, afirma que “mais do que um festival de música, o Bons Sons é uma experiência única”.

Cem Soldos é aldeia vivida em formato de palco. Fechada nos dias do festival, a aldeia delimita o recinto com oito palcos – cada um dedicado a uma vertente do programa.

No plano dos objectivos, o Bons Sons pretende promover a relação de proximidade com o público, envolvendo assim a população da aldeia na realização do festival. Neste sentido, são os próprios habitantes que acolhem e servem os visitantes externos. A par, pretendem também alcançar um desenvolvimento local através de uma maior fixação de jovens e uma potenciação da economia local.

UMA DÉCADA DE BONS SONS

Em 2016, celebram-se uma década de Bons Sons. Os 10 anos de festival fazem-se pela celebração das edições passadas, mas sempre com o olhar no futuro: lembrando o legado musical, fazendo uso das influências do presente e espreitando os novos caminhos da música portuguesa.
Durante quatro dias, o festival volta a tomar conta de Cem Soldos com sons refrescantes, palcos repletos de música, feira de artesãos, exposições de arte e inúmeras actividades que animam as suas ruas, praças e largos.

São, ao todo, 8 palcos, dedicados a programas distintos.

Palco Lopes-Graça
Situado entre as árvores do Largo do Rossio, este é o palco da música de raiz tradicional e da música do mundo, cujo nome homenageia Fernando Lopes-Graça, um dos maiores compositores e maestros do século XX português, nascido em Tomar.

Palco Eira
É no palco Eira que cabem os projectos nacionais mais frescos que não escapam às influências contemporâneas de uma aldeia global. A força e qualidade da nova música portuguesa com apelo jovem começam aqui.

Palco Giacometti
O Largo de S. Pedro recebe o palco que celebra Michel Giacometti, etnomusicólogo com um papel fundamental no levantamento e divulgação da tradição musical portuguesa. Este é o espaço privilegiado dos projectos musicais mais alternativos e inspiradores, dos virtuosos cantautores aos sons quentes das composições de guitarra.

Auditório de Cem Soldos
Reservado a manifestações sonoras de vanguarda, o Auditório alberga os espectáculos de música experimental em fusão com outras linguagens artísticas. Aqui realizam-se ainda as sessões de cinema que decorrem durante o Festival. Durante as manhãs, o Auditório dedica a sua programação aos mais novos, com sessões para pais e filhos e concertos didácticos.

Palco Aguardela
Este palco celebra o legado de João Aguardela na criação musical enquanto membro fundador de “Sitiados”, “Linha da Frente”, “A Naifa” e do projecto “Megafone”, onde veste uma roupagem electrónica contemporânea às recolhas de música tradicional portuguesa. No encerramento de cada uma das noites do festival, este palco convida DJs para criar ambientes sonoros distintos e dançáveis ao som das batidas que fundem géneros e culturas.

Palco Garagem
Mediante inscrição diária, qualquer pessoa ou agrupamento pode mostrar o seu talento. O festival disponibiliza gratuitamente o palco, as condições técnicas e a possibilidade de tocar para um número considerável de pessoas. Este palco é uma oportunidade única para projectos originais se estrearem, testarem a receptividade do público e de agentes mas, sobretudo, para celebrar a música, num ambiente festivo e descontraído. Aqui as músicas são para todos e o Palco Garagemé de quem o apanhar.

Palco MPAGDP
A programação deste palco, na intimidade da Igreja de S. Sebastião, fica a cargo da A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPGDP) prometendo cumprir a sua visão: trazer a música a um público mais vasto e ver o mundo como um palco.

Palco OuTonalidades
Junto à fachada da Igreja de São Sebastião, diferentes grupos de música de inspiração tradicional mostram linguagens que ainda se mantêm actuais, aproximando públicos de gerações diferentes.


Ao longo destes palcos vão passar nomes como: Jorge Palma, Birds Are Indie, Sensible Soccers, Deolinda, Best Youth, Pega Monstro, indignu, Cristina Branco, Luís Antero, White Haus, Carminho, Isaura, Golden Slumbers, entre muitos outros!

[ver programa completo]

As actividades paralelas à programação musical decorrem também pela aldeia, o que incentiva os visitantes à sua visita e exploração: Música para Crianças; Curtas em Flagrante (sessões de curtas-metragens de países de língua oficial portuguesa); e, Conversas ao Correr da Música, com Soraia Simões.

+ informações: www.bonssons.com

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