Texto: João Craveiro & Mafalda Lalanda | Fotografia: João Duarte

Regressamos para um segundo dia de festival notoriamente mais composto do que o primeiro.


Cem Soldos recebeu, no palco Giacometti, as míticas Señoritas – representadas por Sandra Batista e Mitó Mendes. Descobrimos muita música pop repleta de sonoridades tradicionais, com uma voz e presença muito fortes em palco. Em palco ouvimos não só o primeiro disco “Acho Que é Meu Dever Não Gostar”, como os mais recentes temas do grupo.

Mas um dos melhores concertos ainda estava para chegar. Os Mão Morta, que celebraram o 25º aniversário do álbum “Mutantes s.21”, realizaram uma performance cheia de poder marcada pela voz forte de Adolfo Luxúria. O concerto foi acompanhado de visuais interessantes que retratavam e complementavam as letras das músicas. Pelo meio pudemos ainda ouvir dois ou três temas que não faziam parte deste álbum, mas que recordavam momentos mais recentes da vida musical do artista.

Outro tipo de energia aterrou no Palco Eira, com os Throes + The Shine. Vindos do Porto e de Luanda, englobam energia e aventura em cada minuto de actuação. Uma exibição muito forte para terminar este dia que, sem dúvida, não fica passado em branco. Os membros da banda cantaram, dançaram, saltaram e ninguém ficou indiferente ao show montado por estes verdadeiros performers. Um dos melhores concertos do festival.

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