Escolhas: Equipa Cultur’Arte Mag | Texto: Adelaide Martins

Com o final do ano a aproximar-se a passos largos, decidimos fazer uma revisão do ano e os concertos que registamos merecem um destaque.

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Depois de escolhidos os melhores discos de 2016, a fasquia eleva-se e complica-se ao destacar apenas 5 concertos de todo o ano. Foi uma reflexão ponderada e difícil, para uma equipa dispar, que está distribuída pelo país e que, apesar de uns mais que outros, assistiu a centenas de concertos ao longo do ano.

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Foi no Coliseu do Porto que, a 21 de Junho, assistimos a – não só mais do que um concerto – um verdadeiro espectáculo. De regresso a Portugal e, por fim, com o seu verdadeiro “eu”, Anohni esteve 1 hora em palco completamente coberta por mantos que direccionavam as atenções apenas para a música. E foi essa a magia da noite. Um espectáculo em que a música e letra têm, por si, o papel principal e que proporcionam uma espiral de arrepios (dos bons!) constantes a um público que se mostrou estupefacto e embevecido, do inicio ao fim.

Foi no dia 3 de Junho que Coimbra fez novamente parte do mapa de concertos internacionais, desta vez para receber um dos nomes maiores da actualidade: Benjamin Clementine. Mais do que um concerto, foi uma viagem pela mente de cada um. Sem grandes proximidades, foi com a sua música, emotiva e profunda, que Benjamin provocou um alvoroço na plateia. Com este concerto, Benjamin Clementine ganhou também destaque por ter uma das maiores ovações de pé de que a nossa equipa tem memória.

Já repetentes nas plateias de Ghost Hunt, assistimos a mais um e, desta vez, com um sabor especial para todos os presentes com a tão esperada apresentação do mini-disco da banda. E foi num ambiente quase familiar que, no dia 11 de Novembro, os Ghost Hunt deram a conhecer o seu homónimo, num concerto cativante da primeira à última instância. Com uma casa bem composta, no Salão Brazil, conquistaram amigos, conhecidos e curiosos ao longo de uma “viagem” de mais de uma hora.

 

O concerto do egípcio acompanhado pelos EEK foi sem dúvida um dos momentos mais aguardado do festival barcelense, Milhões de Festa, depois do infortúnio que o levou a faltar o palco Vodafone FM em 2015. Islam Chipsy é uma fonte de energia bruta, que ao som dos seus teclados frenéticos faz deambular enormes multidões, e a verdade é que a cidade do galo, e nós mesmos, cedemos à combinação quase mágica das sonoridades de Islam Chipsy e EEK, num frenesim bailante que tomou conta do palco secundário do festival. Para trás ficam as saudades da emoção e do dançar ao ritmo das batidas que ressaltavam dos tambores, ecoando nas margens do Cávado e fazendo a energia respirar pelas veias da cidade.

 

Sem dúvida, a surpresa do ano. Extintos até então, The Amazing Flying Pony juntaram-se novamente na sala de ensaios e, posteriormente, em palco a convite da Cultur’Arte Mag. E foi assim que, a 9 de Setembro, o Salão Brazil viveu uma espécie de revival. Para quem os viu no activo há alguns anos atrás, foi um recuar no tempo e um reviver de boas memórias; quem não conhecia a banda, teve uma explosão de energia e rock n’ roll. Outra noite em que, mais do que um concerto tivemos um espectáculo e, acima de tudo, uma grande festa onde banda e público foram como que um só.

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