Entrevista: Culturarte | Fotografia: Nuno Gervásio

Peter de Cuyper, Ivo Xavier, Pedro Frazão, Mário Moral e Miguel Décio formam os Barry White Gone Wrong. Estivemos à conversa com o Peter para saber um pouco mais sobre o grupo.

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Culturarte: Para começar, e para quem ainda não vos conhece, quem são os Barry White Gone Wrong?
Peter de Cuyper: Somos uma banda de cinco doidos (por vezes, mais) por música. Tocamos um misto de rock, blues, soul, funk e mais!

C: Quando e como nasceu o projecto? Contem-nos um pouco da história por detrás da banda.
P: Barry White Gone Wrong nasceu numa viagem que fizemos a Oslo. Eu acompanhei os vencedores do Festival Alternativo da Canção e ficámos amigos. Entretanto, eu mostrei-lhes o que tinha feito na música até então e falámos logo em fazer música juntos. Antes dos Barry White Gone Wrong gravámos uma música de protesto contra a Ryanair – chamada “Don’t Fly” – porque houve problemas no voo de volta e eu e o Miguel ficámos mais de 24 horas no aeroporto de Oslo, por causa da teimosia dos funcionários da Ryanair.

C: Passando a palavra, percebe-se facilmente que o nome é, de certa forma, peculiar e que fica no ouvido. Como surgiu?
P: O nome era o título de uma critica a um EP de um projecto anterior meu, penso que era um jornalista canadiano. E eu nunca me esqueci porque achava muita piada. Acabei por adoptar a expressão uns anos mais tarde.

C: Apesar de fazerem o vosso trabalho há alguns anos, o primeiro disco – homónimo – foi lançado agora, em Abril de 2017. Como foi todo este processo desde a ideia ao produto final?
P: Gravámos vários singles e já há bastantes anos que eu queria gravar um álbum. Mas queria gravar como deve ser, com boas condições e com o Tatanka como produtor. Essa oportunidade surgiu no fim de 2016 e ficámos super contentes com o resultado.

 

 

C: Do vosso historial contam-se participações especiais de outros artistas, como é o caso de António Zambujo. De que forma é que este molde de parceria musical vos ajuda a crescer enquanto músicos?
P: É sempre bom tocar com outros músicos: inspira-nos, é diferente e é sempre bom sair da zona de conforto e entrar em aventuras musicais. Aprendemos sempre muito com os convidados, e penso que eles também aprendem connosco.

C: Quando se ouve o vosso disco, percebe-se facilmente a fusão de influências existente. Como é que descrevem a vossa sonoridade?
P: São tantos os estilos… Gostava de responder a isto de uma forma mais clara mas não consigo. É rock, soul, blues, funk e punk preparado e misturado à nossa maneira.

C: Agora, um pequeno desafio. Como todas as histórias têm uma história, como apresentam a narrativa presente no disco?
P: A nossa ideia era fazer uma boa banda sonora para uma suposta série de televisão. Por exemplo: abordámos o videoclip da “Tornado” como uma cena do meio de um episódio – e ninguém sabe o que aconteceu antes nem o que aconteceu depois.

 

 

C: A vossa agenda começa a compor-se, com uma série de concertos em Portugal e na Bélgica. O que se pode esperar de Barry White Gone Wrong ao vivo?
P: Demos sempre tudo em palco, nunca estivemos tão fortes e coerentes. Este ano é o nosso!

C: Para terminar, quais são as vossas ambições: a curto, médio e longo prazo?
P: Tocar, viajar, criar, gravar, tocar, viajar… e conseguir pagar as contas a fazer isso.

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