Texto: Bruno Figueiredo | Fotos: Sandra Barra

Os Lisboetas “aterraram” no Salão Brazil para o lançamento de “Oxalá” e a partir daí tudo foi motivo de festa.


“Oxalá” é o nome do mais recente trabalho dos Terrakota, uma grupo peculiar, que traz às costas sonoridades tão diversificadas que se constroem sobre influência de África, das Caraíbas ou até das Índias e Oriente, e foi com esse disco como pretexto que esta banda chegou a Coimbra no passado dia 12 de Novembro.

No Salão Brazil, pouco chegou para fazer a festa. Ao som dos primeiros acordes de guitarra, ou da citara, já o público dançava e cantava em uníssono com Júnior e Sarmento, vozes principais que, tal como os restantes em palco e fora dele, viviam a música de forma intensa dançando ao ritmo dos tambores e batuques.

O espectáculo, que quebrava a barreira do musical e entrava ainda por campos como a dança, a representação e um certo teor circense, foi tornando-se cada vez mais denso em adereços e em membros da banda, não fosse a bailarina Diana Rego entrar sorrateiramente em palco após algumas canções. No seu “navegar musical” o grupo levou-nos a todos numa viagem alucinante por terras tão distantes quantos as sonoridades apresentadas, com temas como a natureza ou os direitos humanos, com clara referência ao caso de Luaty Beirão, na base de um concerto que pretendia ser um pouco mais que para os ouvidos, mas também para a mente.

No fim de contas a receita era a mais acertada para uma noite de festa, e assim foi, uma festa sem limites de nação que trouxe o um pouco mais do mundo ao Salão Brazil.

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