O cantor brasileiro trouxe consigo o seu “Dilúvio” de canções de amor, tristeza e reivindicação.

Num ambiente relaxado, intimista e sem filtros para com o público, Dani Black trouxe a Coimbra o seu mais recente trabalho discográfico, “Dilúvio”. Numa sessão de muita música, mas também conversa, Dani e as suas guitarras animaram a noite do Salão Brazil com canções e histórias que retratam a sua vida, desde o tema que o seu pai lhe escreveu, ao seu hino ao direito à educação, “O Trono do Estudar”.


Compositor, guitarrista e cantor de uma intensa beleza e potência vocal são algumas das várias qualidades que preenchem o portfólio deste que é uma das novas apostas da música brasileira, estatuto esse já reconhecido através de canções suas celebradas nas vozes de Ney Matogrosso, Maria Gadú ou até mesmo Elba Ramalho. Porém, no Salão Brazil apresentou-se sozinho, singelo, de guitarra na mão ou mesmo à capela, mas sempre com palavras na ponta da língua prontas a arrancar sorrisos ou uns quantos “ú”, que – se note – muito diferentes de “u”, do meio da multidão.

Aos que por lá passaram para ser levados pelas águas do seu novo trabalho, lançou à corrente, entre temas como “Areia” ou “Não Não Não”, pequenos contos e histórias que justificam as suas letras e a sua maneira de estar, em palco e na vida, tudo isto enquanto o público ressoava, timidamente, refrões perdidos, bebericados entre o copo de vinho no meio da multidão.

No final da noite, só restavam sorrisos e um bem estar geral que surgia de um belo concerto ao som das melodias deste jovem artista brasileiro que, com certeza, levará o seu dilúvio a outras marés.

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