Texto: Mafalda Lalanda | Fotografia: Mafalda Lalanda

Uma exposição que reúne “alguns assuntos que são marginais para uma sociedade normativa”, tais como “o corpo humano, a sexualidade e a natureza”

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O Festival Internacional de Cinema Queer está de regresso à capital até ao dia 24 de Setembro. À semelhança das edições anteriores, o Queer Lisboa 20 assume-se como um espaço livre de expressão da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgéneros (LGBT), através de exibições cinematográficas – mas não só.

A Oficina Irmãos Marques, situada no Bairro Alto, é um dos espaços que se alia ao festival através de uma exposição que pretende “trabalhar os temas-chave da sexualidade e da natureza dentro da abordagem do movimento Queer”. Estas foram as palavras do curador José Aparício Gonçalves, que também se apresenta como participante do colectivo artístico da exposição, juntamente com Bete Marques, Frederico Pompeu, Gezo Marques, Pedro Ivan Serralva, Rita Feliciano e Tales Frey.

“A Natureza da Margem” é uma exposição que reúne “alguns assuntos que são marginais para uma sociedade normativa”, tais como “o corpo humano, a sexualidade e a natureza”. As obras expostas são testemunhos que pretendem materializar um universo de “temas que são estranhos para essa sociedade” através do recurso a diferentes técnicas – desde a ilustração, à fotografia, passando pelo esculpir atencioso da madeira. A curadoria do evento espelha também o resultado do percurso múltiplo de José Aparício Gonçalves. Licenciado em design e mestre em gestão cultural, também realizou estudos na área da performance com João Fiadeiro, de vídeo com Luísa Homem e de impressão.

A inauguração do evento (17/09) contou com dezenas de interessados pela arte LGBT que, ao mesmo tempo, tiveram a oportunidade de conhecer a tripla função da Oficina Irmãos Marques – um loja, galeria e oficina de artes que vai ganhando espaço no panorama cultural da cidade. “A Natureza da Margem” também está incluída na 7ª edição do Bairro das Artes, que acontece hoje, dia 22 de Setembro, para uma noite que pretende reavivar as galerias do Bairro Alto, Cais do Sodré e do Príncipe Real, em Lisboa.

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A exposição está aberta ao público de Segunda-feira a Sábado, das 10h30 às 19h00, até ao dia 1 de Outubro, mas com possibilidade de se prolongar. As obras dos artistas também estão à venda.

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