Texto: Bruno Figueiredo | Fotografia: Salomé Reis

Numa noite fria de Inverno, o calor tão característico da música dos lisboetas encheu o Salão Brazil.


Seriam 22h50 quando, após algumas dificuldades técnicas com as ligações dos instrumentos, os Galgo arrancaram o seu concerto para um Salão Brazil aquém da sua capacidade, mas talvez ideal para a noite que se avizinhava.

A mistura sonora começou então a encher o ar, de uma maneira subtil, arrancando ao som do quarteto abafado munido de guitarras, baixo, teclados e bateria. A passo e passo ganhando força, subindo o tom e perdendo o receio, que na realidade nunca tiveram, os Galgo foram electrizando a atmosfera, criando uma ligação quase cinética com o público que alia os ouvia.

A seu tempo, já eram donos do oxigênio que por ali se respirava, e a sua energia era a de todos os que de nós por lá pairávamos. Foi ao som de temas como “Skela” ou “Dromomania”, que os riffs se tornaram parte do nosso batimento cardíaco e já não queríamos mais parar de balançar com o ritmo lançado pela bateria. A noite foi cheia e não deixa dúvida, os Galgo são uma força a respeitar, e daqui prevemos bons tempos para a banda.

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