Texto: Bruno Figueiredo | Fotografia: Salomé Reis & Bruno Figueiredo

Os clássicos de José Cid embateram com a energia sem par de Legendary Tigerman, na quarta noite de festa.


A noite de sábado era esperada por muitos. Ainda assim, pelo recinto deambulavam dois públicos cruzados.

De um lado esperavam-se os clássicos temas, sempre eternizados na voz de José Cid. Do outro a já típica energia em palco de Paulo Furtado e o seu “Homem-Tigre”. Mas a noite tinha muito mais para dar e quem aqueceu os primeiros momentos no recinto foram As Fans.

Daí para a frente a noite partiu para surpresa, com o jovem Fábio Mesquita e a sua guitarra a subir a palco, para encantar algumas fãs que se encontravam na fila da frente, ao som dos mais variados temas, dum repertório marcado pelo hits pop. Enquanto  o Fábio estava em palco, nós partilhávamos a sala de conferências com um José Cid, melancólico, que falava de como a sua voz chegava para tudo, menos para o fado de Coimbra, e de como Coimbra, a sua terra mãe, precisava de mais carinho pela sua música. Não se referia ao manter o tradicional porém, mas sim ao inovar algo que há muito anos sentia estar estagnado.

Mas nada disso o impediu de subir a palco para, perante a multidão que, por vezes, cantava mais que o artista, passar a pente fino os clássicos que marcaram a sua carreira com tempo ainda para um tema novo de nome “Se Chico Buarque cantasse o Fado”, para todos ouvirem e recordarem.

Depois do baloiçar de braços síncrono, causado pelas teclas de Cid, foi a guitarra e voz de Paulo Furtado, acompanhado pelo Saxofone de João Cabrita e a bateria de Paulo Segadães, que libertou uma onda de energia tenda a dentro, lançando o furor por entre o público, formando mosh-pits em ambos os lados do palco, e com centenas de pessoas dançando ao ritmo do bom rock de Tigerman. Não contente ainda com a festa que, em palco, tinha montado, Paulo Furtado decidiu ainda, aquando do fim do concerto, descer do palco em direcção ao público que, naquele momento, idolatrava aquela personificação do rock e dos blues.

O final da noite ficou depois, como sempre, a cargo dos grupos académicos com a Estudantina Universitária de Coimbra e a Imperial TAFFUC a fecharem uma noite de emoções fortes.

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