Texto: Bruno Figueiredo| Fotografia: Bruno Figueiredo

O dia em que os cabeças de cartaz, Guano Apes, subiram a palco, foi também um dos dias mais cheios.


Mais um dia e estávamos novamente de volta ao recinto da Festa das Latas e Imposição de Insígnias, desta vez para a noite em que as sonoridades, mais arranhadas, do Rock dos Guano Apes seriam destaque maior, no palco principal desta festa dos “novos estudantes”.

A noite começou, silenciosa, de portas abertas e com um recinto “vazio”, que apenas recebeu, aquando da subida a palco das Mondeguinas, poucas dezenas de pessoas que vieram para ouvir a tuna feminina, tuna essa que noutras ocasiões, e perante um cenário semelhante, se recusaram a actuar para o público estudantil. Ainda assim, chegava ao fim o “showcase”, não fossem as actuações dos grupos académicos cronometradas ao minuto, e o recinto começava a mostrar sinais de vida.

Os ponteiros do relógio marcavam já meia noite e meia quando os Guano Apes subiram então a palco, perante a expectativa dos espectadores, agora às centenas, que enchiam a tenda principal do recinto.

Respirava-se um ar mais adulto, dada a média de idades que nos parecia mais alta por aquela altura, com pais carregando os seus filhos às costas, na expectativa de rever um pouco daquilo que, imaginamos, fosse uma das bandas da sua juventude.

Do momento em que arrancaram até ao fim do concerto, os alemães fizeram verdadeiramente a festa no recinto. Já mais que habituados ao público português e considerando Portugal como uma segunda casa, pelo menos segundo o guitarrista Henning Rümenap, deixaram tudo quanto puderam em palco e o público respondeu de volta em coro e com o eventual mosh-pit.

Para nós a noite terminou ali, mas seguiu para todos ainda ao som dos Caelum’s, terminando como sempre, com a tradição de Coimbra, embalada pelos grupos académicos, neste caso a TMUC e a Estudantina Feminina da Universidade Coimbra.

Fala connosco, dá-nos a tua opinião!